O Arquivo LdoD entre Paris e Lisboa

IMAG3879Antes de finalizar o ano, a equipa que está trabalhar na digitalização do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa em Coimbra levou o trabalho feito a Paris e Lisboa. Manuel Portela e António Rito Silva falaram, no passado dia 22 de novembro, do projeto LdoD no colóquio da European Society for Textual Scholarship (ESTS 2013) com uma comunicação intitulada “Encoding and Visualizing Variation in LdoD“. Um dos objetivos do projeto é mostrar o Livro como uma rede de potenciais intenções autorais sobre a qual os editores constroem uma leitura conjetural que representa a edição. A representação digital das variações textuais depende da codificação XML (de acordo com a norma TEI) e da informação metatextual que faz referência ao autor e à obra.

Diego Giménez apresentou, a 27 de novembro, uma comunicação intitulada ‘Los Libro(s) del desasosiego‘ na Biblioteca Nacional de Portugal em Lisboa, no âmbito do colóquio ‘Pessoa em Espanha’.  Giménez sublinhou a necessidade da confrontação entre edições e testemunhos originais na investigação académica.

Na semana passada teve lugar também o III Colóquio Internacional Fernando Pessoa organizado pela Casa Fernando Pessoa. Dois dos consultores do projeto apresentaram comunicações sobre o Livro do Desassossego. Por um lado, Richard Zenith inaugurou o colóquio com uma comunicação intitulada ‘Livro do Desassossego: o romance possível (var.: impossível)’. Zenith referiu-se ao Livro como uma sequência de fotografias internas reveladas com palavras. Por outro lado, Jerónimo Pizarro, com uma comunicação intitulada ‘Todo Pessoa no Desassossego’, fez menção ao projeto LdoD que está a digitalizar todo o arquivo (testemunhos originais e edições) e afirmou que hoje não se pode canonizar nenhuma das edições.

Sobre o Livro falaram, entre outros,  José Gil (‘O tédio e o cansaço de existir’); Eduardo LourençoTeresa Rita Lopes (‘O Desassossego Pessoano’); Tomas Cousineau (‘Crianças, ainda tecendo aureólas germinantes’); Joana Matos Frias (‘Transformar-se o espectador no próprio espectáculo: Bernardo Soares e o seu “espectáculo sem enredo”’); Bruno de Cusatis (‘O Desassossego religioso de Fernando Pessoa’) e Celeste Malpique (‘A alma solitária de Fernando no Livro do Desassossego’). As comunicações serão publicadas em linha no sítio web da Casa Fernando Pessoa.

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